A vista embaçada se esforça,
tenta ver mais longe,
o que tem por detrás dessa névoa esbranquiçada?
O sutil movimento dos carros,
lembra uma dança ritmada pelos trovões ao longe,
mas tão longe estarão os soluços do tempo?
Os horários que insistem em voar para a terra do nunca,
não esperam, não embaçam, não soluçam.
simplesmente, vão.
Brigam nos céus com o tempo perdido,
irritados com o que já não esperam mais começar.
se foram.
Despedaça a vontade de enxergar através do branco,
mas será um pouquinho misterioso esse embaço?
o tempo passa.
Coça os olhos, espera um pouco…
o brilho pode voltar.
